Olá amig@s.
Pensando no assunto do próximo post, me deparei com uma matéria da revista Crescer. Uma reportagem que mostra um pouco o perfil de nascimentos pelo mundo, em um momento que o mundo completou 7 bilhões de habitantes. E nesta mesma reportagem uma frase, na minha opinião se destaca: mesmo tendo milhões de nascimentos, cada gestação e cada nascimento é único. Mas parece que muita gente esquece este pequeno grande detalhe.
Há pouco mais de um mês vivi uma experiência que não me deixou parar de pensar exatamente nesta questão. Durante um estágio da pós graduação, presenciei a falta de humanização durante o trabalho de parto de mulheres entregues à rotina de um sistema. Mulheres cansadas da peregrinação até encontrar um local que as acolhessem. Mulheres que nem sempre são comunicadas adequadamente sobre o que está acontecendo e o que acontecerá. Mulheres que só querem ser acolhidas e respeitadas, pois mesmo que já tenha ocorrido 20 partos naquele dia, o dela é único, é o primeiro, é o esperado.
Vi profissionais não respeitar a dor e o medo que a mulher sentia. Vi os acompanhantes se sentirem perdidos, sem saber exatamente seu papel. Vi um lugar que sempre considerei referência em parto normal (pelo menos foi o que ouvi a minha vida profissional toda) ser apenas mais um lugar onde a maioria dos partos são normais, tecnicamente "normais", mas não "humanamente" normais.
Me fez pensar aonde esta a falha? Porque é um local tecnicamente bem conceituado, que segue as recomendações do Ministério da Saúde. Mas o que está faltando? HUMANIDADE.
Na faculdade aprendemos que cada ser é único, e deve ser tratado na sua totalidade. Onde esquecemos isso? Em que momento da vida profissional deixamos isso para trás?
Acho importante o incentivo e a campanha do Ministério para incentivar o parto normal e o aleitamento materno, mas talvez alguns detalhes precisam ser revistos, principalmente a forma como estão sendo aplicadas estas recomendações.
Sei que não há um lugar no mundo que a assistência é perfeita, mas sei que tem muitas experiências que podemos aprender com elas. Olhar com mais carinho a experiência de cada pais ajuda a construir um sistema melhor.
Deixo o link da reportagem para vocês, leiam, reflitam, compartilhem experiências e idéias. Temos que começar com urgência a olhar para este assunto, se realmente queremos mudar este cenário.
PARTOS PELO MUNDO - REVISTA CRESCER
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domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 3 de setembro de 2011
A importancia do contato precoce na sala de parto
Ola a todos!
Gostaria de compartilhar com vocês um vídeo que traduz de forma perfeita a importancia do contato precoce na sala de parto.
Varios estudos ja mostram que para o estreitamento dos vínculos e sucesso na amamentação, quanto mais cedo o bebê for para o colo da mãe, melhor. Imediatamente após o parto, mesmo antes do corte do cordão umbilical, antes dos cuidados que são necessários serem prestados, é muito mais importante colocar este bebê em contato com sua mãe.
É nitido a diferença, a facilidade para a amamentação desses bebês quando este contato precoce acontece!! Estamos ainda engatinhando para a mudança de postura profissional, assim como os bebês engatinham para o colo de suas mães.
Abraços
Gostaria de compartilhar com vocês um vídeo que traduz de forma perfeita a importancia do contato precoce na sala de parto.
Varios estudos ja mostram que para o estreitamento dos vínculos e sucesso na amamentação, quanto mais cedo o bebê for para o colo da mãe, melhor. Imediatamente após o parto, mesmo antes do corte do cordão umbilical, antes dos cuidados que são necessários serem prestados, é muito mais importante colocar este bebê em contato com sua mãe.
É nitido a diferença, a facilidade para a amamentação desses bebês quando este contato precoce acontece!! Estamos ainda engatinhando para a mudança de postura profissional, assim como os bebês engatinham para o colo de suas mães.
Abraços
domingo, 15 de agosto de 2010
Além da barriga

Olá.
Gostaria de compartilhar com vocês um vídeo que recebi de uma lista de discussão que faço parte.
Mais do que mostrar um parto em casa, quero chamar a atenção sobre alguns pontos neste episódio que são tão importantes no momento do nascimento, e que infelizmente são esquecidos em 90% dos partos hoje.
O parto domiciliar mostra um parto totalmente humanizado. Mas o que é um parto humanizado? É quando o nascimento ocorre de forma natural, sem interferências. A familia participa de todo o processo.
No parto natural, tudo acontece ao seu tempo, e os profissionais envolvidos apenas assistem, e dão o suporte necessário para a mãe e para o bebê.
Trabalho de parto, como o próprio nome diz, é um trabalho, é um período que precisa ser respeitado, porque é neste momento que o seu organismo está fazendo o que precisa para que o bebê venha ao mundo da melhor forma, e que venha preparado.
Fisiologicamente falando, durante este período vários estímulos ocorrem para a dilatação pélvica e vaginal, para que o útero tenha força de "expulsar" o bebê, e para que ele consiga respirar de forma correta, e também para que o aleitamento materno se inicie o mais rápido possivel.
Se a gestação demora 9 meses, 40 semanas, para que o bebê fique pronto para a vida, por que o trabalho de parto deveria durar 9 minutos, ou simplesmente não acontecer? Tudo tem o seu tempo.
E, infelizmente, queremos atropelar o tempo, saber mais do que ele, ser mais espertos. Duro aprendizado.
Não vou ficar falando dos beneficios do parto natural, acho que isso todos estão cansados de saber. Mas o que está sendo feito para que ele ocorra? Se sabemos que é mais benéfico, por que as estatísticas mostram que parto natural está virando lenda?
Acredito que isso acontece por falta de preparo dos profissionais de saúde para realizá-lo, e, principalmente, falta apoio para a gestante e para a família, encorajando-os. Os mitos e a falta de suporto ainda estão ganhando esta batalha.
Promover o parto natural, é facil, mas dar condições para que ele aconteça é um longo caminho.
Quantas maternidades no nosso pais estão preparadas para realizar um parto natural? Quantas equipes estão capacitadas, e quando digo capacitadas, não quero dizer somente em relação a técnicas, mas principalmente em relação ao suporte emocional e de conforto para a mulher e para a familia que a acompanha? Pouquissimos.
Quantas gestantes são preparadas para o momento do parto, fisicamente e emocionalmente? Quantas tem acesso a informações necessárias do que vai acontecer e como vai acontecer? Quantas tem a oportunidade ter um profissional disponível para esclarecer suas dúvidas e aliviar seus medos e angústias?
O olhar de que ter um parto natural ou um acompanhamento integral e completo durante todo o período da gestação, parto e pós parto é privilégio de poucos pode ser mudado. Basta apenas os profissionais começarem a enxergar além da barriga, e lembrar que estão atendendo às necessidades de uma família e não apenas às suas necessidades de tempo e dinheiro.
O parto voltará a ser humanizado quando os profissionais se tornarem mais humanos. Aí sim poderemos ver varias cenas como a da mãe do filme, chamando seu filho para vir ao mundo e o recebendo de braços abertos, com o seu colo, com o seu toque, com o seu carinho, com o seu coração, com seu peito, com seu leite. Vamos voltar a ser seres humanos!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Cesárias desneCESÁRIAS

Olá!
Uma ótima noticia em relação ao tabú de que uma gestante saudável que já teve uma cesária anterior está impossibilitada de ter um parto normal.
O Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras publicou novas diretrizes que dizem que uma mulher pode ser candidata a um parto normal após ter tido uma cesária em um parto anterior.
O parto normal ainda enfrenta um grande tabú. Apesar de saber de todas os seus benefícios, esbarramos na falta de incentivo do obstetra, que prefere a facilidade da cesária agendadas e a falta de informação para as gestantes, que muitas vezes deixam de optar pelo tipo de parto que desejam ter pelo simples motivo de desconhecerem sobre ele.
O organismo materno se prepara durante toda a gestação para o parto. A posição do bebê, as alterações físicas que o corpo da mulher sofre como alteração das articulações, e a ação dos hormônios, tudo isso é o trabalho do corpo para que o bebê venha ao mundo. O que mais se houve falar são de experiências negativas do parto normal, pois muitas vezes a mulher não se prepara emocionalmente para ele, não tem um suporte especial do médico que a acompanha, e ela carrega as expectativas negativas de outras mulheres. Ela acaba sendo condicionada de que a cesária é a melhor opção.
Mas hoje contamos com muitas maneiras de transformar esse momento muitas vezes dificil, mas indescritivel. Apoio emocional que vem de profissionais como as doulas durante a gestação e no parto; maternidades que mudaram sua forma de trabalho, e hoje trabalhamo com o parto humanizado que respeita os sinais e as ações da natureza humana na hora do nascimento.
Mas o grande tabú está na questão da dor. Talvez seja o grande vilão que afasta as mulheres do parto normal. Mas hoje existe diversas maneiras de se aliviar a dor durante o parto, tanto com medicações, mas principalmente com métodos naturais, o que chamamos de não-farmacológicos.
Mas a cesária não pode ser vista como um vilão. Mas tem suas indicações. Situações que a gestação apresenta alguma alteração, impossibilitando o parto normal, a cesária é bem-vinda. Mas não pode ser uma rotina. É uma cirurgia, com riscos de qualquer outra cirurgia de mesmo porte, que não é pequeno.
Voltarei a falar sobre este assunto. Por enquanto vamos comemorar mais um ponto em favor do parto normal.
Eu encerro com uma frase presente na materia que deixo como sugestão:
"Em vez de dar uma instrução do tipo ‘isso pode’ ou ‘isso não pode’, os médicos precisam oferecer informações sobre os possíveis benefícios e riscos, dando às mulheres a autonomia de tomar suas próprias decisões."
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