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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Um alerta sobre andadores

Ola Amig@s!!

Quero compartilhar com vocês um assunto muito sério, e que serve de alerta para todos os pais! ANDADORES!!

Um objeto muito usado por muitas décadas, vem tendo sua "reputação" colocada em check com as últimas pesquisas. Representa um perigo muito grande para nossos bebês, tanto para acidentes quanto para prejuízos no desenvolvimento motor!

Leiam abaixo o texto extraído do site www.criancasegura.org.br

Com carinho a todos!!



Andador: perigoso e desnecessário
Por: Dr. Danilo Blank


Desde 2007, é proibido vender, importar, e mesmo fazer propaganda de andador para bebês no Canadá. Apesar de ainda muito popular no Brasil, para bebês de 6 a 15 meses, o andador não é recomendado pelos pediatras. Os pais alegam alguns motivos para colocar o bebê no andador. Dizem que ele dá mais segurança às crianças (evitando quedas), mais independência (pela maior mobilidade), promove o desenvolvimento (auxiliando no treinamento da marcha), o exercício físico (também pela maior mobilidade), deixam os bebês extremamente faceiros e, sobretudo, mais fáceis de cuidar.
A literatura científica tem colocado por terra todas estas teses. A ideia de que o andador é seguro é a mais errada delas. A pesquisadora sueca, Ingrid Emanuelson publicou uma análise dos casos de traumatismo craniano moderado em crianças menores de quatro anos, que considerou o andador o produto infantil mais perigoso, seguido por equipamentos de playground. A cada ano são realizados cerca de dez atendimentos nos serviços de emergência para cada mil crianças com menos de um ano de idade, provocados por acidentes com o andador. Isto corresponde a pelo menos um caso de traumatismo para cada duas a três crianças que utilizam o andador. Em um terço dos casos, as lesões são graves, geralmente fraturas ou traumas cranianos, necessitando hospitalização. Algumas crianças sofrem queimaduras, intoxicações e afogamentos relacionados diretamente com o uso do andador, mas a grande maioria sofre quedas; dos casos mais graves, cerca de 80% são de quedas de escadas.
É verdade que o andador confere independência à criança. Contudo, um dos maiores fatores de risco para traumas em crianças é dar independência demais numa fase em que ela ainda não tem a mínima noção de perigo. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s equivale a entregar a chave do carro a um menino de dez anos. Crianças até a idade escolar exigem total proteção.
O andador atrasa o desenvolvimento psicomotor da criança, ainda que não muito. Bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio. Além disso, engatinham menos e têm escores inferiores nos testes de desenvolvimento.
O exercício físico é muito prejudicado pelo uso do andador, pois, embora ele confira mais mobilidade e velocidade, a criança precisa despender menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa com seus próprios braços e pernas.
Por fim, trata-se de uma grande falácia dizer que a satisfação e o sorriso de um bebê valem qualquer risco. Um bebê de um ano fica radiante com muito menos do que isso: basta sentar na sua frente, fazer caretas para ele e lhe contar histórias ou jogar uma bola.
Dizer que o andador torna a criança mais fácil de cuidar revela preguiça, desinteresse ou falta de disponibilidade do cuidador. Caso o adulto realmente não tenha condições de ficar o tempo todo ao lado do bebê, é mais seguro colocá-lo num cercado com brinquedos do que num andador. Cercá-lo de um ambiente protetor, com dispositivos de segurança, como grades ou redes nas janelas; estas são medidas de proteção passiva, muito mais efetiva. O andador definitivamente não se enquadra neste esquema.
Existe um movimento muito intenso na Europa e nos Estados Unidos visando a implantar uma lei semelhante à canadense, uma vez que todas as estratégias educativas têm falhado na prevenção dos traumatismos por andadores.
Enquanto este progresso não chega ao Brasil, continuamos contando com o bom senso dos pais, no sentido de não expor os bebês a um produto perigoso e absolutamente desnecessário.

Para os interessados em informações mais detalhadas sobre o assunto:
• American Academy of Pediatrics. Committee on Injury and Poison Prevention. Injuries associated with infant walkers. Pediatrics. 2001;108:790-2.
http://pediatrics.aappublications.org/cgi/content/full/108/3/790
• Taylor B. Babywalkers. BMJ. 2002;325:612.
http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/325/7365/612
• Health Canada. Baby Walkers (Banned) & Stationary Activity Centres.
http://www.hc-sc.gc.ca/cps-spc/child-enfant/equip/walk-marche-eng.php

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

La vem mais um dentinho....



Olá!

O nascimento dos dentinhos é muito interessante. Compartilho com vocês um texto interessante sobre os cuidados no rompimento dos dentinhos.

Os primeiros dentes do bebê
Não existe uma regra sobre o momento exato em que vai nascer os primeiros dentinhos do seu filho. Veja como amenizar o desconforto que eles podem causar

Uma das maiores dúvidas dos pais é a época certa do nascimento dos primeiros dentes de seus filhos. Se você pesquisar na internet ou mesmo em livros, haverá sempre uma tabelinha que pode, em vez de ajudar, alarmar mais ainda quem tem filhos com dentinhos “preguiçosos”. Não é que devemos condená-las, as tabelas são apenas estimativas aproximadas, e não regras.

O desenvolvimento de cada criança depende da genética, alimentação, hábitos, história clínica. São tantos fatores que não existe idade certa nem para início nem fim da fase de troca de dentição. Por isso, não fique impressionada se metade dos bebês do playground sorrirem cheio de dentes e o seu estiver ainda “banguelíssimo”. Não tenha pressa, tudo vem a seu tempo.

Para alguns bebês, a chegada dos dentes é extremamente tranquila. Quando você se dá conta já estão lá como mágica, de uma hora para a outra. Para outros, é um desconforto sem limites, com direito a lágrimas, noites maldormidas, coceira insuportável, gengiva mais espessa, bem vermelha e muita baba. Isso tudo é resultado da pressão exercida contra o tecido das gengivas à medida que a coroa do dente rompe as membranas. A mãe adepta da homeopatia pode fazer uso da “Chamomilla” ou “Calcarea carbonica”, dependendo da recomendação do médico.

A mãe que segue outros métodos deve oferecer ao bebê algo duro para massagear as gengivas, como mordedores à base de gel, que podem ser mantidos em geladeira e usados no momento em que o incômodo começar. O frio provoca uma sensação anestésica local, aliviando a dor. Nos casos em que a irritação da gengiva dificulta a alimentação do bebê, um anestésico tópico pode ser utilizado na gengiva inflamada, mas só com autorização prévia do seu pediatra.

O bom é que essa fase vai passar! O importante é ficar calma, para que você possa estar preparada para enfrentar esse momento com seu bebê da melhor maneira possível. Boa sorte!

Fonte: Marta Haddad - Revista Crescer